ÀS FLORES INTERROMPIDAS

Ó Flor interrompida Flor da Vida
Salpicada do sangue multicores
Ouve atende esta súplica prece
Permeia de pacíficos odores
O campo onde se dá acirrada luta
Bruta inglória justa ou injusta
Na mente deste povo refloresce
O mesmo que impediu teu crescimento
Implanta aqui o teu renascimento
Tu que permaneceste germinante
A lâmina em ti não foi fulminante
Fora banhada na água de um amor
Abundante extenso e tão profundo
O maior amor que há nos vastos mundos
Que de tanto te amar e prantear
Murchou ao sol após a tua poda
Era rubra brilhante esplendorosa
A rosa cujo pranto generoso
Fecundou o chão árido rochoso
Agora honra tão honroso choro
Verte o mais amoroso e fértil pranto
Para que do solo irrompa com encanto
A Beleza esquecida e prometida
 Às flores hoje ainda interrompidas

Renata Cordeiro