O LIMITE DO PRAZER



O LIMITE DO PRAZER

Estou de recesso da blogosfera. Além de estar seriamente ocupada no real, algo no virtual já me incomodava há tempos: até que ponto vai o prazer em estar aqui; em que ponto se torna uma espécie de obrigação ou até mesmo vício. 
Eu estava na obrigação. Toda semana, reatualizar o blog e nunca havia nada preparado.
Bom: é hora de publicar no eu e daí. Sai um poema, e voilà!
E eu não conseguia sair disso, o que se somava à rotina bloguística, da qual eu tentava escapar o máximo que podia.
Alguém fazia um post e 100 visitas para receber muitos comentários. Aplausos, duas vezes aplausos, porque deve ter cansado fazer tantas visitas, e porque esta pessoa foi lida! 
Sim, porque fazemos posts para sermos lidos, e o que acontece? Chega alguém e põe num comment: "Beijokas, querida", "Passando pra te dar um oi", etc. Ninguém lê ninguém! Isso aqui virou: "Eu te comento (de qualquer jeito) e você me comenta (mas vê se capricha, hein!).
Ah, que saudades que eu tenho da era dos comentadores... mas estamos na era dos seguidores. 
Por isso, por enquanto, enquanto durar o recesso, nenhum blog daqui terá comentários.
Blogs são para dar prazer. Se estão dando outra coisa,...