DO REAL E DO VIRTUAL



DO REAL E DO VIRTUAL

Pensava na gênese deste bloguito. Eu estava muito cansada, adoentada e precisando de ajuda. Pessoas aderiam rápido, o que continua hoje, embora o blog tenha sido fechado por um tempo, e  reaberto pela absoluta necessidade de dizer estas coisas que digo. Alguns antigos e outros recentes amigos virtuais continuam aqui, mas simplesmente desapareceram, ainda que eu os tenha procurado. Podem ter acontecido *n* coisas, impossível saber. Afinal, são seres humanos, que têm vida própria. Que bom! Não seria uma chatice se nós, blogueiros, fôssemos simples bolhas que nos desfizéssemos no ar de 5 em 5 minutos? E na hora de elaborar um post e de comentar, tomássemos o jeito humano? Claro está que somos todos seres humanos, mas eu me pergunto se as relações travadas aqui - salvo quando se conhece a pessoa - são humanas ou um nada, que é o virtual.
Reproduzo aqui o texto que trouxe até mim um amigo, uma pessoa em quem confiei logo à primeira, e me levou a escrever este texto.

PROCURA-SE UM AMIGO**********
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. [...]
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Vinicius de Moraes

INOCÊNCIA




INOCÊNCIA
Hoje estou particularmente um pouco mais dolorida do que nos outros dias desta fase. Um movimento, que partiu de mim mesma, me está fazendo *sair do vaso chinês*, o que faz voltar toda a dor que eu sentia quando nele entrei. Dentro dele, as dores haviam cessado por completo. Já um tantinho fora, recomeçam. O mundo é apressado, ninguém tem cuidado com ninguém, as pessoas gritam, há falta de respeito, e isso tudo somado a mais um tanto, dói. Neste mês então, em que a confraternização deveria ser a palavra de ordem, reina a histeria. Voltar para o vaso chinês? Nem pensar. O silêncio? Não. Sair com os amigos, que por incrível que pareça, ainda existem.




Pensando em amigos...

A distância nos leva em pensamentos
Se grito você me ouve
O eco está nos seus ouvidos
Os sonhos quando dormimos


As imagens embaralhadas
O longe nos separa 
Certeza da grande amizade
Amigos assim seremos




Saudades sentidas, brotadas da alma
Afeição sem danos causados
Um amigo, uma amiga
São esses os personagens




A vida caminha com nós 
Vai levando nossos destinos
Ultrapassando as barreiras
Não sabemos onde chegar




Só a imaginação existe
Lembra da feição nas palavras
Caracteriza a personalidade
Dar ênfase a nossa história.


de Maria de Fátima Lúcia Santana

O VASO CHINÊS







O VASO CHINÊS


Nesses dias, quer dizer, já semanas, em que me tenho mantido reclusa dentro do vaso chinês, só me apetece pensar em como sair dele.
Como nele entrei, ainda não está totalmente claro, só sei que não posso sair bruscamente, pois posso quebrar-me toda, sem conserto posterior, ou ir desta para a outra.
Preciso ficar com as pessoas, tê-las ao meu lado, é uma necessidade humana, mas todo cuidado é pouco. Não pode haver choques, tropeços, encontrões, pois eu e o vaso podemos quebrar.
Então, como sair do vaso chinês? Sinceramente, não o sei, nem sei se um dia sairei. Vou, por vontade própria e por falta de melhor solução, ficar assim. Pelo menos, nesta posição, fico firme, consigo pensar e lembrar-me. Sinto-me viva.
@Renata Cordeiro
***



 Decreto de liberdade e amor



A livrá-lo do constrangimento,
pesar e da imposição,
meu amor, por ser imenso, vem deixá-lo à vontade
para que encaminhe seus passos,
de acordo com a própria opção.




Em face do seu silêncio e da minha solidão,
meu amor, por ser imenso, aceita as sobras advindas
de um envolvimento que talvez sobreviva


por força da minha intenção.


Meu amor, por ser imenso,
poderá manter-se recluso
para que não julgue intruso


o tom de minhas notas digitais

e ora o deixa liberto para que se indigne
diante deste tolo decreto


que de vez expõe a pieguice dos meus ais.


Meu amor, por ser imenso,
entende o quão difícil é
desempenhar certos papéis,
por isto não finja pressentir cheia
quando baixa estiver sua maré. 




Meu amor, por ser imenso mudo de lamentos,

vibrará com a autenticidade de sua fé.

Ainda que para seu conforto, não mais proclame
este amor imenso, sólido, insólito, intenso,
a chama viva que me habita jamais se extinguirá.
Ah! este meu amor sem bom senso, desmedido,
indefenso... eternamente me acompanhará. 


maria da graça almeida

LEMBRANÇAS


Minha querida Rosa Vermelha, este vídeo é pra vc, uma versão diferente da que vc gostou no Face. Assim que der, vou visitá-la (bem como aos outros amigos). Ontem não foi fácil e hoje começou difícil, mas já está melhorando.


Boa Semana a todos nós, com um poema da Silvia




LEMBRANÇAS 




Quantos amores já por mim passaram! 
Em quantas camas - Deus! - eu já dormi! 
Em quantos braços não permaneci, 
E quantos lábios (quantos!) me beijaram! 

Quantas dezenas de homens conheci! 
E quantos deles já por mim choraram! 
De quantos braços eles se afastaram 
Para viver comigo o que vivi! 

Ando brincando com essas lembranças, 
Brinco de roda como sãs crianças, 
Como se nunca houvesse eu pecado. 



Um dia, por certo, antes do esquecimento, 
Livre de culpas, dor ou sofrimento, 
Eu farei versos, rindo do passado. 

Silvia Schmidt 


*Humancat* 

DA PRÓXIMA VEZ, CONTEM ATÉ *DEZ*





DA PRÓXIMA VEZ, CONTEM ATÉ *DEZ*




Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...

Não precisamos da paixão desmedida...

Não queremos beijo na boca...

E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...



Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...

Sem nada dizer...




Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...




Alguém que ria de nossas piadas sem graça...

Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...

Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...



Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...

Alguém que nos possa dizer:




Acho que você está errado, mas estou do seu lado...




Ou alguém que apenas diga:




Sou seu amor! E estou Aqui!




William Shakespeare